
Por enquanto, me despeço. "Talvez eu volte... um dia eu volto..." CORAÇÃO ELETRÔNICO
Às vezes, no riso de uma criança, encontro um motivo para junto com ela brilhar. Às vezes, no latido ingênuo de um filhote no meio de uma matilha, encontramos piedade e afeto dentro de nós. Em alguém, às vezes, é raro encontrar esses sentimentos. O mais certo seria encontrar não ali na rua, no telefone, no metrô ou na estrada. Mas aqui dentro de mim mesmo. A piedade, eu deveria ter de mim. O afeto, de você. Quando eu era somente um programa de cartões virtuais, minha função era semear o amor. Foi aí que te vi pela primeira vez. Saí do meu mundinho e vim pra realidade, aparentemente mais fictícia do que antes. Aqui fora, vi a verdade. Você não quis sair ao meu lado. Ficou lá dentro jogando, chegou à ultima fase e, nesse jogo, eu perdi. Sem chances de revanche. Tento voltar para o meu mundo, recomeçar um novo jogo, conhecer novos adversários, mas está sendo em vão. Falta vontade, falta coragem, falta MB para que eu me reinstale. Falta a senha que me permita passagem. Nisso, eu vou vagando, até conseguir meu retorno. Um novo foco. Vago em Campos, em Paris. Ando por Tokio, em Lins. Penso em você em Shangai, sonho contigo em Curitiba. Tha certo. Mas logo chegarei em algo, a alguém. Falta gentileza comigo mesmo. Só resta eu parar de me agredir. Cesso com isso. Quero um amor em paz. Num sábado, num domingo, numa quarta-feira de cinzas. Numas férias de inverno, num semestre de inquietação. Meu olhos estão molhados, esperando seu lenço vermelho, como você, irreal. Penso no fim do meu desassossego. “Se as portas estão fechadas, elas vão se abrir” e meu sorriso voltará, junto com a mesma glória que eu busco desde a minha concepção.
- Postadzinho por: DS às 14h16 [ ] [ envie esta mensagem ] Viste meu fotoblog, porque a audiência lá é baixa, porra! http://sangioy.fotoblog.uol.com.br RECONSTRUÇÃO ATORMENTADA Resolvi fazer uma reforma. A reforma é no meu corpo. Internamente, claro. Tirei os tijolos quebrados de massa cinzenta, substituindo-os por uma massa de cor mais viva. Isso me livra de toda a informalidade existente no mundo, processada pelo meu cérebro,
Voltei!!! Após dias e mais dias cansativos e prazerosos de palco, sem um dia sequer de folga, minha mente parece que está mais descansada do que antes. Essas duas semanas, graças à querida prefeita Marta, foram de intensa alegria. Muitas pessoas importantes vieram me ver atuar. Inclusive meu pai, que há cinco anos não me via no palco. Além dele, também vieram alguns amigos que o blog me deu, como a Cacau (http://insanosesecretos.zip.net) que me conheceu em cena. Vi também, pela primeira vez no teatro, Lucinha Lins, talvez a maior a responsável, ao lado do marido Cláudio Tovar, por eu querer esta carreira tão divertida, maravilhosa, doce e prazerosa, porém tão ingrata e traiçoeira. Bom, não tenho com descrever toda emoção que vivi. Essa é a minha justificativa por não corresponder as visitas ao blog. Ao som de WAVE, que vem de um saxofone próximo, aqui na Paulista, me despeço e confesso que estou em estado de graça! - Postadzinho por: DS às 14h26 [ ] [ envie esta mensagem ] CÉREBRO ELETRÔNICO Eu não era daqui. O sol batia forte, mas minha frieza era tamanha que em pouco tempo, provavelmente em minutos, a noite caía, inibindo a estrela. Nem a lua aparecia mais com a mesma maestria que regia minhas noites. Até no espelho eu não via mais meu reflexo. Via somente uma imagem fosca que assombrava mais ainda meu corpo. Busquei a solução pra tudo isso. Fui pras ruas, pros bares, procurei na música, até debaixo do tapete, mas a resposta não estava em canto algum. Vi que as pessoas não se importavam com as outras. Não existia o amor. Era tudo virtual. Eu era um programa, as pessoas eram programas. E nestes programas, não incrementaram os sentimentos. Caí na real e percebi que eu vivia num imenso computador. Fui criado pra semear amor, paixão, união. Eu era um programa de cartões virtuais. Mas estava infectado por um vírus. O mais destruidor. De nada adiantaria o mais poderoso anti-vírus se eu não saísse deste mundo em que eu vivia preso, rodeado de chips, de softwares... Lutei... foi difícil mas consegui me deletar. Finalmente me libertei. Sou real agora e meus sentimentos também. Quero amor, quero sossego, quero sonhar, quero a glória. Saí na rua feliz, cantando, ululando de alegria por sentir as pessoas. Mas elas não me sentem. Vivem no mesmo mundo que eu vivia. De nada adiantou meu esforço... Comunico a todos que estou voltando para o computador. Me salvarei num disquete ou mesmo criado novamente eu serei. Quem sabe eu não dou a sorte de ser um jogo de paciência!
- Postadzinho por: DS às 21h02 [ ] [ envie esta mensagem ] VISITE MEU FOTOBLOG (DA UOL, INFELIZMENTE) ==> http://sangioy.fotoblog.uol.com.br Pra não deixar de atualizar hoje, colocarei umas palavrinhas que acabei de fazer, inspiradas na foto e na correria destes dias. Eu tinha até mais coisas pra colocar, mas a UOL nos limita demais com esses poucos caracteres. Foda-se a UOL!
Pinta pra PT Sonhei que era palhaço Minha boca era vermelha Da cor da minha bandeira Acordei Feliz por ser palhaço (Na foto Chupisco e eu e, no canto superior direito, Suzana Salles) E a enquete... Se você me encontrasse na rua, o que faria? Me convidaria pra tomar um chopp: 40 votos Diria "oi" e continuaria andando: 87 votos Me chamaria pra ir a um motel: 90 votos Cuspiria na minha cara: 38 votos Me ofereceria os biscoitos de quindim que ficam escondidos dentro das suas calças: 89 votos Falaria: Nossa! Isso é você?: 57 votos Ainda bem que as pessoas sacaram que eu prefiro sexo do que biscoitos de quindim. Mas eles ficaram ali, pau a pau. Então, uma proposta para quem quer possuir meu corpo: além do famoso cigarro pós-funcfunc, que tal biscoitinhos de quindim? - Postadzinho por: DS às 19h57 [ ] [ envie esta mensagem ] http://fotolog.net/atormento
ABRA SUAS ASAS
Sou ansioso sim. Talvez por isso, tenha nascido de 7 meses. Não aguentava mais aquela cordinha me segurando dentro da minha mãe. Me sentia sufocado. Berrava, mas ninguém ouvia. Chutava tudo, agoniado, e as pessoas diziam “olha, que lindo!”. Isso me revoltava! Até que, finalmente, chegou o dia. Não era o certo, mas eu não podia ficar mais nenhum minuto sufocado lá dentro. Peguei o cordão umbilical e comecei a morder. A falta do meus dentes fizeram com que eu não incomodasse tanto. Hoje, mordo muito melhor. Quem quiser conferir, é só falar. Minha mãe começou a sentir as contrações que eu, tão pequenino e indefeso, porém, colossalmente furioso, causava. Correu para o hospital e começou todo o processo. Um mediano corte na barriga foi o suficiente para que uma fresta de luz entrasse e, como um holofote após um black out, me cegou. Comecei a ouvir um som, que ia aumentando a medida que me puxavam. Eram As Frenéticas cantando seu auge: Dancing Days. É, eu nasci ao som de Dancing Days. Diziam que era uma espécie de terapia, colocar som na sala de parto, mas foi tocar justo Dancing Days na hora do meu nascimento. Por quê não alguma sinfonia de Beethoven? Quem sabe um tango, uma moda de viola... mas não, eram As Frenéticas no show de abertura da minha vida. Melhor, impossível! Abri minhas asas, soltei minhas feras e a cidade ouviu meu choro de tenor, tentando uns vocalizes na música. Meu coro para as Frenéticas, talvez tenha sido a coisa mais precoce dos anos 70. Aproveitei o canhão de luz que me guiava no palco em que eu nasci, para meu início de glória. Agora, vinte e poucos anos depois daquele final de década, ouço a música com uma nostalgia diferente do que para os outros ouvidos. Para mim a vida é uma grande festa. É por isso que não ligo pras coisas pequenas que me entristecem. Logo elas passam, eu sei. E passam rápido, como a vida. Faz quase 25 anos que eu estou em cartaz, com casa lotada sempre. Não tenho do quê reclamar. Hoje, “danço bem, danço mal, danço sem parar. Danço até sem saber dançar.”
"NA NOSSA FESTA VALE TUDO" - Postadzinho por: DS às 17h39 [ ] [ envie esta mensagem ] |