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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BELA VISTA, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Portuguese, Arte e cultura, Sexo, MPB
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==>Notícias

Em primeiro lugar, quero agradecer a todos que sempre visitaram meu blog.

Este mês, atormento.zip.net completa 1 aninho.

Peço desculpas pela falta de atualização (desde novembro de 2004).

Me encantei um pouco com o Fotolog - http://fotolog.net/atormento e acabei desprezando um pouco o blog, que tantas pessoas lindas me presenteou.

Resolvi passar aqui para dar notícias e deixar um registro que escrevi ontem, a partir de uma arte que fiz com uma foto minha no Photoshop.

Querendo me "ver", visitem o fotolog.

Obrigado e beijos em todos!

 

UM RETRATO

Olhou a parede vermelha do apartamento recém-pintado e sentiu falta de um quadro.
Não poderia ser uma obra qualquer. Deveria expor sentimento e novas sensações.
Pensou num retrato.
Sim. Teria que ser aquele retrato.
Se perguntou onde achá-lo, pois havia perdido há tantos anos.
Vasculhou todas as pratelerias, gavetas e baús.
Até que numa lembrança, encontrou o retrato. Estava empoeirado.
Restos de sentimentos do passado, amores mal-resolvidos, dores mal-tratadas, lágrimas ressecadas no meio do caminho, antes de chegar ao chão, espatifando alguma dor. Tudo formou um crosta grossa de poeira e já não se via mais nenhuma imagem.
Com um pedaço de pano rasgado, limpou o retrato. Tirou a poeira de cada canto e pendurou na parede vermelha.
Ficou ali parado, expondo seu silêncio, fitando o retrato que expunha uma agonia.
Aos poucos, ambos se empoeiravam.




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http://fotolog.net/atormento

Sei que faz tempo que eu não atualizo o blog.

Mas me faltam tantas coisas, dentre elas, capacidade de escrever. Me perdoem!

E, já que estou em tempos de aniversário, repito um texto que fala do meu nascimento.

Quem quiser, que invente outro!

 

ABRA SUAS ASAS 

 

Sou ansioso sim. Talvez por isso, tenha nascido de 7 meses. Não aguentava mais aquela cordinha me segurando dentro da minha mãe.
Me sentia sufocado. Berrava, mas ninguém ouvia. Chutava tudo, agoniado, e as pessoas diziam “olha, que lindo!”.
Isso me revoltava!

Até que, finalmente, chegou o dia. Não era o certo, mas eu não podia ficar mais nenhum minuto sufocado lá dentro.

Peguei o cordão umbilical e comecei a morder. A falta do meus dentes fizeram com que eu não incomodasse tanto. Hoje, mordo muito melhor.
Mas não queiram conferir.
 
Minha mãe começou a sentir as contrações que eu, tão pequenino e indefeso, porém, colossalmente furioso, causava.

Correu para o hospital e começou todo o processo. Um mediano corte na barriga foi o suficiente para que uma fresta de luz entrasse e, como um holofote após um black out, me cegou.

 

Comecei a ouvir um som que ia aumentando a medida que me puxavam.

Eram As Frenéticas cantando seu auge: Dancing Days.

É, eu nasci ao som de Dancing Days. Diziam que era uma espécie de terapia colocar som na sala de parto, mas foi tocar justo Dancing Days na hora do meu nascimento. 

 

Por quê não alguma sinfonia de Beethoven? Quem sabe um tango, uma moda de viola... mas não, eram As Frenéticas no show de abertura da minha vida. Melhor, impossível!

Abri minhas asas, soltei minhas feras e a cidade ouviu meu choro de tenor, tentando uns vocalizes na música. Meu coro para as Frenéticas, talvez tenha sido a coisa mais precoce dos anos 70.

 

Aproveitei o canhão de luz que me guiava no palco em que eu nasci, para meu início de glória.

Agora, vinte e poucos anos depois daquele final de década, ouço a música com uma nostalgia diferente do que para os outros ouvidos.

Para mim a vida é uma grande festa. Alguns momentos tristes surgem, mas logo se vão, eu sei. Passam rápido, como a vida.

Faz 26 anos que eu estou em cartaz, com casa lotada sempre.

 

E hoje “danço bem, danço mal, danço sem parar. Danço até sem saber dançar.”

 

"NA NOSSA FESTA VALE TUDO"



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FOTOLOG ==> http://fotolog.net/atormento

Renda

Nasceu.
Era linha branca.
Passado algum tempo de sua vida, um par de mãos negras, dela veio cuidar.
As mãos a levavam de um canto para o outro com uma leveza que nem mesmo a lã quando ainda era parte da ovelha, tinha.
Essas mãos doces e calejadas mexeram em seu corpo, enrolando-a em si mesma.
O prazer que sentia com isso, era incontestável.


Por puro egoísmo e narcisismo, pensou ser única.
Nem bem viu seu reflexo no espelho, sentiu-se a mais bela e branca linha.
Seu espanto foi tamanho quando viu que as mãos negras trouxeram outra linha branca e bela como ela, que levemente desfiou-se.
Sentiu medo. Achou que era hora de ser subtituída, porque chegara seu fim. Dela, restava somente uma ponta.
Para sua surpresa, nesta mesma ponta restante, foi unida a suposta substituta. E lá ficou ela, quieta, observando que com a outra, era feita a mesma coisa.
As mãos negras a enrolavam num embaraço que mais parecia uma coreografia. Era isso. Tudo não passava de uma dança de mãos, agulha e linha.
Enfim, da outra bailarina branca e bela linha, restou a ponta também.


Como que num ritual, as mãos negras uniram à ponta dela uma outra jovem linha branca, como já havia acontecido com sua companheira.
A cada passada de linhas brancas pela agulha prateada, o encantamento crescia. E nisso, mais linhas foram unidas às outras. A dança chegara ao seu final e elas se tornaram parte de um sonho. Metros e metros para uma renda íntegra.


Agora são um vestido branco.
Agora são concreto sonho de moça, que a vida toda esperou por aquele vestido.
Mas que na primeira noite vai se abdicar do sonho da renda branca para se entregar ao homem de sua vida.
Logo, as linhas serão guardadas para sempre numa caixa de papel em meio à traças e lembranças de uma dança.



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Texto longo esse. Poucos vão ler, eu sei. Mas nem precisa comentar se não ler. De inútil, já basta eu e esse meu tosco texto!

"POR QUE WHISKY SIM, POR QUE CANNABIS NÃO?"

 

Vicente aceitou o convite de sua amiga para ir a tal festa de conclusão de curso da turma de Naturologia de uma conhecida instituição paulistana, organizada por um amigo que estava se formando.

Resolveu se arrumar melhor, pois imaginou uma formatura tradicional.

Também não jantou nesta noite, porque estavam inclusos no valor do convite, os “comes”, mas não os “bebes”.

 

Chegando à festa, uma surpresa: brichos-grilos por todos os cantos, com suas batas e sandálias.

Apesar de o seu estilo estar longe do formal, nesta noite ele se sentiu um estranho nesse ninho de “grilos”.

Procurou não se abalar, pois seu estômago roncava, incomodando-o mais que isso.  Então, investigou onde estavam os tais “comes”, porque na sua frente só enxergava uma mesa de frutas.

Vasculhou todos os cantos, todas as barracas de miçangas à venda, feitas pelos próprios alunos “hippies” que ali expunham sua arte. Inspecionou os arredores, mas só via a mesa de frutas próxima a um banquinho e um violão, partes do “kit-animação” de uma cantora que “mpbeziava” o local.

 

Foi aí que se deu conta que os “comes” da festa eram realmente as frutas da mesa que mirou logo na entrada. Pensou que somente aquilo não iria saciá-lo durante a noite, mas, se era o que tinha, se conformou e atacou a mesa. Ele que estava acostumado a churrascos e rodízio de pizzas viu que não seria nada demais jantar abacaxis, melancias e bananas naquela noite.

O que mais chamou sua atenção, porém, foi a roda ao lado da mesa.

Um grupo de pessoas, como num ritual indígena, socialmente fumava um tal NAGAILÊ: fumo doce, sabor de pêssego, que não causava nenhuma alteração mental.

 

Enquanto se distraía com as frutas tropicais, Vicente não reparou que ali na roda estava sua amiga se divertindo com o primeiro contato tabagista que tinha na vida.

Após algum tempo, ela se levantou e foi em direção ao amigo, puxando-o para a roda. Ele hesitou, mas se convenceu de que não havia problema em experimentar o fumo, já que fumou cigarro algumas vezes na vida, nada mais além disto.

 

O que Vicente não esperava era que no momento a amiga veio lhe fazer o convite, uma mistura foi feita ao fumo.

E assim, sem que percebessem, uma tal erva verde queimava junto, e era ingerida pelos curiosos elementos da festa.

Não bastaram cinco minutos para a “larica” também se juntar aos dois que, por conta disso, se levantaram e começaram a se despedir de todos.

Quando foram dar adeus à amiga que havia organizado o evento, ela lhes confessou que uma mistura tinha sido feita no fumo e perguntou-lhes se estavam bem.

 

Os dois se olharam, começaram a rir insanamente e partiram, dizendo que nenhum efeito havia sido causado na cabeça deles e que ninguém precisava se preocupar.

No caminho, resolveram parar numa barraca de cachorro-quente. Como que saídos de um jejum de semanas, Vicente e sua amiga devoraram os sanduíches selvagemente, sem deixar de se questionar do porquê de não sofrerem nenhum efeito com a maconha, já que era o primeiro contato de ambos com a erva.

 

Cada um pediu mais um sanduíche e seguiram às gargalhadas para suas casas que eram próximas dali.

Despediram-se ainda confusos e, antes de dar a última dentada no cachorro-quente, Vicente jurou que tinha ouvido dois latidos agonizantes saindo das suas mãos.

 

“DIGA NÃO ÀS DROGAS, MAS SEJA EDUCADO, DIGA ‘NÃO, OBRIGADO!’”

 

                                                          BASEADO num fato real



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FOTOBLOG ==> http://sangioy.fotoblog.uol.com.br ==> OU NO LINK "MINHAS FOTOS" <==

E A ENQUETE...

Onde você acha que eu deva fazer uma tatuagem?

No Bíceps
6,10% (10 votos)
No Tríceps
4,88% (8 votos)
No Quadrúpeds
10,37% (17 votos)
No tornozelo
40,24% (66 votos)
Onde poucos verão, se é que você me entende!
38,41% (63 votos)

Total: 164 votos

O Negócio é o seguinte: tô sem grana!

Então nada de tatuagens, ok?

ØØØØØØØØØ

NOVA ENQUETE NO AR!

(atendendo a sugestão do DoBem - http://dobem.zip.net)


 



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EIS PAPEL E CANETA

 

Nos perguntamos como alguns seres humanos têm tanta facilidade com coisas.

Acredito que não seja somente dom. O talento das pessoas deve vir acompanhado da sorte e da vocação.

Para alguns iluminados, também da evocação.

Cito como exemplo os escritores.

 

Me questiono como pessoas comuns que têm mãos, como eu, cérebro, como eu, unhas com cutículas, como eu e até coceiras... também como eu, conseguem se expressar com as palavras de forma tão magistral e fácil, como quando uma baiana esfrega vatapá num acarajé?

 

O quê Edgar Allan Poe, Chico Buarque, Clarice Lispector,  George Orwell, e tantos outros, têm que eu não tenho?

Minha apreciada e preciosa ignorância me permite suspeitar de pactos com energias sobrenaturais, feitas por essa gente.

Porque, depois de ler “O Retrato Oval”, “Budapeste”, “A Maçã no Escuro” e “1984”, desses magníficos citados, eu realmente desconfio que se trata de evocações.

Creio que por simples constrangimento eles nunca admitiram isso. Talvez pegasse mal essa verdade.

 

Vocês podem até se arriscar a defendê-los com os melhores argumentos, dizendo que eram letrados, leram, estudaram para isso. Que buscaram sua glória...

Mas a questão é que Gentileza não teve esse acesso todo e sua vasta e rica obra está lá, estampada nas paredes cariocas, nos passando seus escritos de sentimentos sobre-humanos.

 

Para os médiuns isso seria mais fácil, não é? Acredito que Chico Xavier teve menos trabalho, sendo co-autor de tantos sucessos populares.

E de mim, o que será, se não me vêm à cabeça textos que, pra essa gente, escoa como sangue de uma hemorragia?

Nem um espírito de luz pra arriscar uma parceria? Hein?

Após esses desabafo-dor-de-cotovelo, beberei mais uma dose e me sentarei ao sofá para ler um escrito de Drummond, que, mesmo sendo da mesma raça desses admiráveis seres, está mais acessível.

 

Sei que se eu precisar, ele estará lá, me esperando sentado em algum banco de Copacabana para um desabafo, um atormentado papo-cabeça, mesmo que eu não tenha nada nela, apenas paz e natureza.

 

EIS UM ESCRITO PRAS ESTRELAS

 



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ENFIM... NÃO MAIS QUE ENFIM... VOLTEI! ==> http://sangioy.fotoblog.uol.com.br <==

QUANDO A LUA APARECEU, NINGUÉM SONHAVA MAIS DO QUE EU

 

Ontem à noite olhei para o céu e me senti parte dele.

É que, na verdade, quando eu vi a Lua, me achei tão semelhante a ela. E desta vez, não pelas já inexistentes crateras em meu rosto, causadas pelas saudosas espinhas pubescentes, mas sim porque a Lua me disse algo.

 

Com apenas um simples olhar, eu entendi seu depoimento.

Pude enxergar em seus olhos a amargura vencida, o orgulho por ter percebido que a solidão, assim como a ficção e algumas fixações, são pura ilusão.

 

Por ser grande e luminosa, a Lua não via ao seu redor outros brilhos que também a iluminavam. Eram as estrelas e os cometas, esses efêmeros que passavam por sua vida e que lhe davam muita alegria.

 

Assim, ela me abriu os olhos para que eu esquecesse que haviam buracos negros que nos engolem e, depois de nos mastigar compulsivamente, nos cospem deformados, como um chiclete quando finda o doce.

 

O tempo todo ela estava ali, no céu, me vigiando, esperando a hora certa para me chamar a atenção e dizer tudo isso.

Bastou um simples olhar para eu entender que, como a Lua, eu também passo por fases. Que eu sou um astro!

 

Agora vivo à espera de novos seres iluminados que me deixarão mais brilhante ainda do que posso me sentir.

Alguns já apareceram. Outros virão repentinamente, da mesma forma que irão, mas que, como os cometas, deixarão suas marcas no meu céu.

 

Hoje, vivo em lua-de-mel comigo. Espalho meu luar, uso e abuso de minha luz própria. Hoje, sou cheio, minguante, crescente. Hoje, sou novo, sou lunático, sou o satélite natural do meu próprio planeta. Hoje, principio em meu mundo da lua.

 

“QUAL É MORAL? QUAL VAI SER O FINAL DESSA HISTÓRIA?”

 



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Por enquanto, me despeço. "Talvez eu volte... um dia eu volto..."

CORAÇÃO ELETRÔNICO

 

Às vezes, no riso de uma criança, encontro um motivo para junto com ela brilhar. Às vezes, no latido ingênuo de um filhote no meio de uma matilha, encontramos piedade e afeto dentro de nós.

 

Em alguém, às vezes, é raro encontrar esses sentimentos.

O mais certo seria encontrar não ali na rua, no telefone, no metrô ou na estrada. Mas aqui dentro de mim mesmo.

A piedade, eu deveria ter de mim. O afeto, de você.

 

Quando eu era somente um programa de cartões virtuais, minha função era semear o amor. Foi aí que te vi pela primeira vez.

Saí do meu mundinho e vim pra realidade, aparentemente mais fictícia do que antes. Aqui fora, vi a verdade. Você não quis sair ao meu lado. Ficou lá dentro jogando, chegou à ultima fase e, nesse jogo, eu perdi. Sem chances de revanche.

 

Tento voltar para o meu mundo, recomeçar um novo jogo, conhecer novos adversários, mas está sendo em vão. Falta vontade, falta coragem, falta MB para que eu me reinstale. Falta a senha que me permita passagem.

 

Nisso, eu vou vagando, até conseguir meu retorno. Um novo foco. Vago em Campos, em Paris. Ando por Tokio, em Lins. Penso em você em Shangai, sonho contigo em Curitiba. Tha certo. Mas logo chegarei em algo, a alguém.

 

Falta gentileza comigo mesmo. Só resta eu parar de me agredir. Cesso com isso. Quero um amor em paz. Num sábado, num domingo, numa quarta-feira de cinzas. Numas férias de inverno, num semestre de inquietação.

 

Meu olhos estão molhados, esperando seu lenço vermelho, como você, irreal. Penso no fim do meu desassossego.

“Se as portas estão fechadas, elas vão se abrir” e meu sorriso voltará, junto com a mesma glória que eu busco desde a minha concepção.

                                                                                                        

                                               

                                                   Para Tha, minha ficção, minha fixação!

 



- Postadzinho por: DS às 13h16
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